A polêmica envolvendo o Edifício Way, localizado nas proximidades da Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, ultrapassou as fronteiras da Paraíba e ganhou destaque na imprensa nacional.
O caso foi repercutido pelo UOL, em reportagem assinada pelo jornalista Carlos Madeiro, após o Ministério Público da Paraíba pedir à Justiça a demolição da parte excedente da cobertura do empreendimento.
De acordo com a ação, o prédio teria atingido 25,95 metros de altura em uma área onde o limite estabelecido seria de 25,50 metros. A diferença de 45 centímetros levou o Ministério Público a defender a adequação da construção às regras urbanísticas aplicáveis à região.
O empreendimento possui 147 flats e já foi entregue aos proprietários. Além da retirada da parte considerada irregular, o Ministério Público também cobra indenizações que ultrapassam R$ 23 milhões por supostos danos materiais e morais coletivos.
A reportagem nacional também destacou que o caso envolve questionamentos sobre a atuação da Prefeitura de João Pessoa na concessão do alvará e na fiscalização da obra. Segundo informações apresentadas na ação, técnicos teriam identificado problemas relacionados à altura ainda durante a análise do projeto.
A construtora responsável pelo empreendimento sustenta que executou a obra de acordo com a autorização concedida pelo Município.
A chegada do episódio à imprensa nacional amplia a repercussão de uma discussão que já vinha sendo travada na Justiça paraibana e coloca novamente em evidência as regras de ocupação e verticalização nas proximidades da orla de João Pessoa.
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